Como a palhaçaria pode tornar a Psicanálise mais viva, criativa e brincante na prática clínica, especialmente no atendimento de adolescentes.
Nessa palestra, eu exponho como a palhaçaria pode revitalizar a prática psicanalítica, sugerindo que o humor e o jogo tornam o encontro clínico mais criativo e oxigenado. Apresento o palhaço não como um personagem fictício, mas como uma expressão autêntica do sujeito, que aceita suas sombras e o próprio ridículo. Essa perspectiva favorece uma presença mais humana no consultório e ajuda o analista a se distanciar de uma rigidez, criando um ambiente onde o erro e a vulnerabilidade são acolhidos como partes essenciais do processo terapêutico.
Destaco a ludicidade e a escuta como ferramentas centrais de transformação emocional. O brincar é defendido como uma capacidade universal ligada à saúde mental, capaz de promover a espontaneidade e a comunicação em qualquer idade. A escuta do palhaço, curiosa e sem julgamento, aproxima-se da escuta flutuante do psicanalista ao acolher o inesperado que emerge no encontro, permitindo que conteúdos que seriam censurados sejam integrados por meio do jogo simbólico.
Sustento, por fim, que a conexão entre analista e paciente se fortalece quando há disposição para sustentar presença e vulnerabilidade. Com alguma familiaridade com a linguagem da palhaçaria, o analista pode oferecer um espaço seguro, para que o paciente reduza suas resistências, tornando o processo analítico mais fluido.
